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  • Emily Menezes

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A COVID-19 COM A DRA. LARISSA QUIDUTE

Oi gente, tudo bem com vocês?


Hoje nós temos uma convidada especial aqui no blog, a médica Larissa Quidute Mascena, formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba em 2018, atualmente Médica Residente em Pediatria pelo IMIP (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira). Como combinado, coloquei um box de perguntas no story do meu instagram (@emilymenezess) para que vocês pudessem mandar perguntas e dúvidas sobre o novo coronavírus para a Dra. Larissa Quidute responder. Então, segue o bate-papo com as perguntas que vocês mandaram:



1 - O que é o novo coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Ele foi descoberto dia 31 de dezembro de 2019, na China. A princípio era encontrado em animais, mas sofreu mutações e infectou humanos. Provoca a COVID-19 (Doença do Vírus Corona – 2019).


2- Quais são os sintomas?

Os mais prevalentes são TOSSE, FEBRE, CORIZA e DISPNÉIA (falta de ar), odinofagia (dor na garganta). Porém, pode também apresentar cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor nos músculos), náuseas, vômitos, diarreia – esses com menor frequência. Os sintomas são bastante parecidos com sintomas de resfriado.



3- O isolamento social é realmente necessário?

O isolamento é sim bastante necessário, pois dificulta a infecção entre as pessoas. A maioria dos casos é assintomática ou sintomática leve e eles são quem mais transmitem o vírus e esse é o princípio do isolamento social. Principalmente para proteger as pessoas mais susceptíveis ao vírus.


4- Pessoas que deixaram de fumar a pouco tempo também entram no grupo de risco?

O risco de influenza é duas vezes mais alto e mais grave em fumantes, em comparação com não fumantes. Porém, ainda não há evidências robustas para sugerir um risco aumentado de infecção entre fumantes e ex-fumantes. É importante alertar que o cigarro eletrônico e o narguilé pode aumentar o risco de infecção grave pelo novo coronavírus, isso porque esses indivíduos estão mais vulneráveis a desenvolver doenças pulmonares crônicas, associadas a casos mais graves de Covid-19.


5- Não encontro mais álcool 70%, posso usar álcool 60%?

Pode sim, álcool com concentração de 60 – 80%.


6- Posso tomar remédio de gripe se apresentar os sintomas?

Poder até pode, mas não vai resolver nada. Sintomas de gripe/ resfriado evoluem e apresentam melhora clínica sem necessidade de medicação por mais ou menos 7-14 dias.


7- O que fazer quando apresentar os sintomas?

Em caso de sintomas leves (febre, coriza, tosse seca): ficar em casa + isolamento social + uso de máscara cirúrgica. Sintomas como falta de ar e febre alta que não melhora com medicação: hospital.


8- Quando é necessário procurar o hospital? Tem que esperar se agravar mesmo?

Deve procurar o hospital quando apresentar dispneia (falta de ar), febre alta ou caso tenha alguma comorbidade (diabetes, hipertensão, entre outras) associada a sintomas gripais (tosse, coriza, febre). É importante que as pessoas não procurem os hospitais/ PSFs com sintomas leves devido ao risco de contaminação.


9- É verdade que quem não tem os sintomas não pode usar a máscara?

Pessoas assintomáticas não devem usar máscaras. O vírus se propaga através de gotículas que inalamos de uma pessoa infectada através do espirro ou tosse. Se você não apresenta espirro/ tosse, não tem como você contaminar outra pessoa. Além de tudo, acaba o estoque de máscaras e quem realmente precisa, não encontra. Não tem efeito nenhum se uma pessoa assintomática usar máscara e uma infectada não usar máscara, pois a pessoa doente continuará expelindo gotículas contaminadas, e a pessoa que não apresenta sintomas, mesmo de máscara, vai se infectar. Pessoas doentes devem usar a máscara cirúrgica (a N95 e a PFF2 é APENAS para profissionais de saúde).


10- Grávidas e bebês correm riscos se pegarem o coronavírus?

Sim. O comportamento da infecção nas gestantes não difere da população em geral, porém ainda não há relatos de gravidade em gestantes. Não existe ainda comprovação científica de contaminação fetal (quando a mãe transmite a infecção pro bebê através da placenta) ou do recém-nascido através da amamentação. Bebês e crianças tem sim risco de adquirir a infecção, porém, na maioria das vezes são assintomáticos.


11- Existe tratamento para o coronavírus?

Essa é a grande preocupação dos médicos e cientistas: descobrir o tratamento da COVID-19. Recentemente, foi aprovado o uso da Cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes graves, que estão em hospitais. Mas ainda não é o tratamento definitivo.


Agradeço a Dra. Larissa Quidute por aceitar o convite e responder as perguntas.


Eu amei esse bate-papo, espero que vocês também tenham gostado!


XOXO


Emily L Menezes


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